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O Quarteto

O Quarteto Euterpe desenvolve a sua atividade desde 2020, construindo um percurso definido pela versatilidade e pela abertura a contextos, repertórios e formatos de apresentação diferentes entre si. O quarteto atua tanto em grandes salas e centros culturais como em espaços de património arquitetónico e territórios com menor acesso à cultura, sem hierarquizar contextos nem públicos. O seu repertório reflete esta abertura: da tradição clássica e romântica à música contemporânea, passando pelo interesse genuíno pelas músicas de diferentes comunidades e tradições culturais, o quarteto procura um ecletismo que seja artisticamente fundamentado.

Em 2021, o quarteto foi financiado para a criação do projeto Desvendando um Norte Erudito, que respondeu diretamente à escassez de programação de música de câmara em várias regiões do interior Norte de Portugal. O projeto consistiu em seis concertos realizados em espaços de referência patrimonial e museológica: Casa de Esmeriz (Vila Nova de Famalicão), Casa do Vinho (Valpaços), Museu de Arte Contemporânea Nadir Afonso (Chaves), Museu do Côa (Vila Nova de Foz Côa), Museu do Douro (Peso da Régua) e Museu Pio XII (Braga). A relação entre repertório e espaço tornou-se, a partir daqui, um princípio de trabalho central para o quarteto.

O quarteto tem apresentado o seu trabalho principalmente no Norte do país, com presença mais assídua no distrito de Braga, mas atua também em salas e espaços por todo o território nacional. No plano internacional, estreou-se no Museu Barlach Haus, em Hamburgo, no âmbito do International Mendelssohn Festival, e participou nos cursos ProQuartet em Paris e Marselha. Em 2025, foi selecionado para o programa de academia 16/4, iniciativa do Quarteto de Matosinhos dedicada à mentoria e desenvolvimento de jovens quartetos de cordas portugueses. Nestas plataformas, os seus membros tiveram a oportunidade de trabalhar com Máté Szücs, Claudio Bohórquez e os Auryn Quartet, Fine Arts Quartet, o já mencionado Quarteto de Matosinhos, o Cuarteto Casals e o Quatuor Ebène.

O Quarteto Euterpe tem como objetivo a afirmação nos circuitos de música de câmara nacionais e internacionais, um percurso construído a partir do Norte de Portugal, com uma identidade artística assente na exigência interpretativa e na vontade de expandir o que um quarteto de cordas pode fazer e onde o pode fazer. O quarteto está atualmente a aprofundar o trabalho no cruzamento entre música de câmara e outras disciplinas artísticas, com particular interesse na encomenda de repertório original, diálogo com media arts e na exploração das músicas de diferentes comunidades e tradições culturais.